Atenção! O texto a seguir contém altas doses de expressões-mulherzinha, troca de experiências internacionais, violência juvenil, delinqüência matinal, falsidade ideológica e aplicação de conteúdos pragmáticos.
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Não costumo escrever sobre minhas noitadas porque por mais humilde que seja sempre parece pretensioso, pelo menos eu tenho essa impressão quando conto pras pessoas das bizarrices que enfrento nessa noite paulistana. Toda vez que vou badalar acontece alguma coisa e fica só no off com os mais íntimos, mas dessa vez, nessa balada resolvi abrir minha mente pros queridinhos que passam por aqui.
Como alguns puderam acompanhar na comunidade do Queens of the Stone age (da qual sou participadora ativa) um dia desses ficou um burburinho sobre o show cover de FF, AIC, Nirvana, Smashing pumpkins e afins que haveria em uma casa de shows aqui de São Paulo. A semana inteira ficou maromenos combinado de que eu ia lá, mas boa vidente que sou já imaginei que iria dar alguma merda pelo simples fato da antecedência, parece que quando eu marco alguma coisa com tempo suficiente pra não dar errado, aí é que dá, vai saber.
Depois de desmarcar o ensaio do dia seguinte acabei mudando de balada e fui na tradicional porque arriscar meu olho Winehouse na chuva em uma localização questionável não é pra mim.
Peguei o metrô mais esquisito que era possível pegar no horário da meia-noite, cheguei ao meu destino e peguei uma carona na fila com um conhecido.
Bem eu entrei, peguei minha cerveja e logo mais fui para a pista de dança, que aliás é o que faço sempre anywhere I go. Estava eu dançando com a turma do conhecido em questão e logo um cara que já estava benloco começou a me empurrar, empurrou daqui, empurrou dali e eu que não tenho atestado de mosca morta nem nada, empurrei o cara de volta e era aquele dar e receber que vocês conhecem. Após um empurrão brutal pro meu lado, um garoto que dançava na rodinha e até então nunca tinha visto mais gordo empurrou nosso folgado de volta e ele ficou bem puto. Bem, aí tiveram que separar os dois porque teve até garrafa quebrada, segundo minha comparsa, uma gravata no justiceiro, e eu? Ah eu saí de cena fazendo o moonwalk, porque Má Oe o Maicou tava tocando, aí três horas mais tarde lembrei que o tal defensor tinha me adicionado no orkut no dia anterior e por ironia do destino nenhum dos dois se reconheceu. Que coisa, não? Com essa tensão fui pegar outra cerveja e dei uma enrolada pra dançar.
Uma hora depois fui ao palco ver se o moptop estava lá e o Felipe Ricotta, vulgo Kiabbo estava tocando, nem sabia que ele tinha banda, aliás nem sabia que ele cantava e só descobri o nome dele quando fui ao banheiro e nós trocamos idéia, me ofereceu um cd que não estava com ele e me contou um "segredo" sobre o 15 minutos. Hmm, que carioca simpático.
Fui dançar, tomei mais uma, voltei pro palco durante o Moptop e tive a ilusão de que seria bom, quer dizer, tenho algumas músicas do primeiro cd e achei que tinha molejo, não sei se já tinham tocado essas, mas achei detestável de verdade, se bem que quando você fica em cima do muro com uma banda, vai pra um show dela onde conhece 20% das músicas e não ouve nenhuma sendo executada, qualquer coisa fica uma merda. Além das músicas indecifráveis tinha um cara do meu lado que fazia a dança do boneco do posto, o famoso joão sem braço, aliás, muitos braços pro meu gosto e pro lado. Apesar do suor dele cheirar como coxinha de bar e ele ser totalmente non sense com aquela demonstração de identificação com a banda, isso dava pra suportar, bem mal, mas dava. Até que ele começou a fazer a dança do morto muito louco e eu que já havia ido pra trás para evitar confrontos
Bom, voltei pra pista pela milésima vez e vou te contar, a discotecagem tava uma bosta, totalmente fim de noite e fiquei me perguntando se não era melhor ficar no moptop do que dançar oasis, até que gradativamente a música começou a melhorar e eu senti que aquela hora seria uma guinada na minha vida. Notei uns caras me secando e eu não contaria isso se não fosse realmente necessário, mas um deles chegou em mim e para minha surpresa começou a falar inglês no meu ouvido, achei engraçado e fiquei em dúvida se ele não estava bêbado porque há meia hora atrás um maluco veio me paquerar em inglês, mas dessa vez resolvi entrar na brincadeira e tentar conversar com ele, digo tentar porque meu inglês não é dos mais dignos. Ele tinha que repetir as coisas porque não bastasse a música alta, confesso que já estava meio alta, não entendia o inglês dele e nem lembrava do passado dos verbos, mas toda hora ele ia em um amigo e voltava com algumas palavras em português pra me cantar, perguntou se eu falava espanhol e pra facilitar(?) ficamos num mix horroroso de inglês, espanhol e português que deu pra saber que ele era francês e saber sobre sua vida, até que ele disse algo como "Meu amigo achar você muito sexy" na hora entendi somente o "você muito sexy" e pensei "Opa, hoje deve ser meu dia de sorte, porque quando um cara alto, forte, bombado, loiro de olhos azuis vai me dar esse mole?" boa brasileira que sou resolvi investir aí apelei pro hard né, pros vídeos do jon lajoie com eagles of death metal e cantei o cara daquele jeito, mas sem pornografia, claro. Momento vergonha alheia foi quando eu fui falar"You're very hot, very sexy" sem contar a entonação que Deus me livre, tudo bem calculado. Nessa hora ele fez uma cara de espanto e disse: "Oh no I'm gay, I'm sorry, my friend liked you"
Foi essa a cara que fiz. É Brasil, tô valendo mais nada. Depois caí na risada e falei pra ele trazer o amigo pra gente trocar uma idéia, o amigo era um holandês bem sem graça e estava mais interessado no radiohead chato que estava tocando quando eu falei "wait a minute" e nunca mais voltei. Zaifora.
A essa altura a balada já estava no finzinho e minha dignidade também, foi quando decidi procurar meus conhecidos de outrora e ir embora porque já tinha sido coisa demais pra uma noite. Encontrei eles, dei um tchau pro Kiabbo, minha amiga pegou sua bolsa, encontrei o namorado do francês e disse pra dar um oi pro holandês, pena que ele tinha uma cara enjoada, eu hein credo.
Pra completar quando fui embora e depois de fazer baldeação, descobri que minha blusa de frio estava ao contrário. Quê? Como assim? Triste viu, mas a parte II com o pós-balada fica pra um próximo capítulo, falou?
Sucesso.


7 comentários:
HEUAheuaheuaehauehau
Q foda meu...
Por isso q é Mara!
Noites tensas é o q há.. vide 14/09 (terça linda)..
Mas aí é ooouuutraaaa história... haha
Qualé o segredo do 15 min?
SE vc tivesse avisado que estaria na Outs, além de te brindar com minha presença, te descolava uma carona, chata.
E UAU, que brainstorn no teu blog, heim?
continue assim
ahauahuaha
beijo!
O show foi mto bom,mas esse cara estava msm um porre (y)
enfim...
espero numca mas encontra-lo na balada e sobre o gringo...haa tinha quer ser gay hahahaha
Mas se você pensar bem, seria estranho eu ter comentado aqui antes já que nós mal nos conhecíamos (Henrique who?).
Agora que você já sabe quem sou eu, frequentarei a casa.
E meu, sua cantada foi genial, parabéns. hahahaha
Não lembro de ter te visto bebendo tanto oO
Foi engraçado...
Nem bebi,mas não vejo outra desculpa pra ter usado uma cantada tão bosta daquelas
hahahahhaa
eu ri bagaray
falooo garota frank jorge
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