Vocês sabem que as pessoas falam. Nós podemos não saber ao certo o que elas falam, mas isso é certeza. E nós também falamos, e pense o que teríamos por cada mentira que inventaram da gente esse ano, e as piadinhas que fizemos com os outros. Seria astronômico. E sobre mim vieram muitas coisas estranhas.
Então durante o banho eu pensei em um monte de coisas pra escrever e até o presente momento não sei onde colocar, onde mais gente vai ler e até o fim disso terei uma idéia de onde publicar. Meu pai não entende porque demoro tanto no banho, “O cabelo da sua mãe é o dobro do seu e ela não demora tanto” ele diz. Talvez seja porque meu cérebro parece funcionar e eu ganhe um momento de sossego, o que nos dias de hoje é difícil...
Demorei e não guardei metade das coisas em que pensei. Então pensei na despedida virtual que eu daria. Despedida soa gay e parece que é pra sempre, mas gostaria de deixar algo para que não ficasse um buraco ou parecesse um sumiço meu, embora eu gostasse imensamente disso. Então uma frase seria ideal, mas o que eu diria? Diria uma frase que no fim não diria nada. Melhor deixar em branco mesmo. Mas em branco? Não! Não tenho sangue de barata e é melhor eu escrever alguma coisa que encha bastante lingüiça e que no fim alguém visse algum significado.
Acho que tenho muita energia retida e é por isso que sou tão sem paciência. Se o ano que vem não prometesse um calendário mais abarrotado que o desse eu faria uma atividade saudável. Só se for aos fins de semana. Não, nos fins de semana eu quero dormir. Não, nos fins de semana eu faço as não saudáveis e erradas. Durante a semana já faço. Aliás faço o tempo todo segundo minha mãe. “Não criei uma filha, criei uma merda” Ela deve pensar isso todos os dias. Tá bom mãe, tá bom.
Aí eu comecei a ter fé no mundo e o que dizem por aí... Ah, deixa dizerem, o pior já passou.
A Amazônia continua subtraindo e não vou fingir que me importo, mas sabe né, ecológica e socialmente é correto pensar no futuro. Então pensemos irmãos, vamos fazer uma corrente pelo bem! Aí fizemos pela Isabela Nardoni e pela Eloá Cristina e até notamos um pouco de empatia nas pessoas quando os telejornais mostram o bicho pegando, mas depois mostram outras pessoas estampando os rostos delas em camisetas lado a lado ao carrinho de pipocas e vemos que esse mundo está perdido. Ok.
Minhas malas fiz há 2 dias tomada pelo tédio, e tive que arrumá-las mais duas vezes pela minha incapacidade de pegar uma roupa sem bagunçar o resto. Perdi dinheiro se tiver a ver com tempo mesmo. Falando em tempo, pela maior parte que passei fora perdi algumas coisas em meu ambiente familiar, nada de grave, mas um dia cheguei em casa e tinha duas torres do lado de lá, outro dia o galpão que estavam construindo nesse mesmo vizinho estava pronto. No outro vizinho começou a construção de uma casa e no mais de lá a derrubada das paredes dele para consertar infiltração. Um dia cheguei e tinha um poste na porta, bem na porta e depois soube que a rua ficou sem eletricidade durante o dia pela implantação deste, além de uma tarde no mês passado ter virado a rua para minha residência e notar um superávit de árvores, e envolvidas por aquele arame farpadinho de “não ao vandalismo”.
Perdi algumas coisas, e como aquele reality sobre gordos eu também ganhei. Mas fica repetitivo se disser o que já disse no post de retrospectiva, o que quis dar aqui foi um tchauzinho sem vergonha pra quem fica e não deixar um buraco.
Espero voltar uma pessoa melhor e mais paciente.
That is all.












