•Nico

Canibalismo mata a fome do mundo.

29.7.10

Melissa Jean Paul Gaultier, fracasso?

Postado por Tamara Lorena |


Melissa foi um calçado que por anos me foi duvidável, até pouco tempo atrás quando ouvia falar em Melissa, ligava o nome somente ao modelo Aranha inspirado nos pescadores da Riviera Francesa assinalando o nascimento da marca na década de 70.

Minha mãe disse que melissa nunca valeu muita coisa. "Antigamente todo mundo usava mas depois de algum tempo de uso e suor ficavam todas igualmente escorregadias, igualmente chulezentas e massacravam os pés de qualquer uma sem distinção de dedos, calcanhares ou joanetes." Melissa sempre foi uma tortura.


Dona Francisca, minha mãe, também tinha os desconfortáveis All-Star quando eles estavam no auge lá nos anos 80 e também as sandálias de plástico. Ela me comprou alguns pares de aranha quando pequena porque eram fáceis de lavar, não estragavam na pré-escola e deixavam meu pé fresquinho, tínhamos um monte, "Eram baratas", disse ela.

Depois de algum tempo ninguém queria saber de All-Star ou Melissa, estes que antes custaram uma pequena fortuna do bolso do meu pai como presente para minha mãe agora eram quase de graça estacionados nas bancas de promoção das lojas lado a lado.

All-Star virou um produto saturado. O objeto de desejo com cores limitadas de repente ganhou uma estratosférica cartela de cores, cadarços, comprimentos - cano alto, cano médio, cano baixo - alguns tinham velcro facilitando para os pequenos, outros eram plataforma para as baixinhas, havia diferentes tecidos, estampas e até bolso para guardar suas moedinhas, tudo o que você imaginasse já existia.

O problema do All-Star foi a saturação, tanto de cor, público e apelo midiático. A campanha da Converse nos anos 80 foi tão agressiva que de tanto todos quererem, todos terem, colecionarem tantos pares no armário, tantos calos condizentes ao nada anatômico formato do tênis que, como previsto, as pessoas enjoaram. Então com uma nova arremessa, os calçados de Chuck Taylor pularam da prateleira de lançamento direto para a queima de estoque. Ninguém mais quis.


Melissa obteve o mesmo destino descrito acima; produto limitado, desejo, oferta superior à procura e estagnação dos produtos na loja, mas com uma diferença que ressalta minha mãe: Elas eram horríveis.

Em contrapartida à concorrente do setor norte-americano que saturou o público com tanta variedade (que em comparação à nossa Plastic Sandal, era de bom gosto), Melissa em sua sede de inovação criou modelos de arrepiar os cabelos até dos mais futuristas e descolados da década de oitenta e pagou um preço alto por isso no fim desta mesma década e começo da próxima: não vendeu. Na repaginação da nova campanha, ao contrário da Converse All-Star já estacionada nas prateleiras das lojas, Melissa sequer conseguiu chegar a elas, os lojistas não a queriam tampouco os consumidores, assim, dizem as adolescentes da década de 80, elas sumiram.

Eu, menina geração anos 2000 em um hiato de oito anos novamente ouço falar em Melissa já na coleção Tour, primavera/verão 2004. Lembro de ver estampadas nas páginas da revista capricho de uma amiga a campanha estrelada por corpos de modelos com recorte faciais de bonecas. Os sapatos eram bem bonitinhos em uma pegada teen, propagandas fresquinhas de cores suaves mas nem um par cheguei a pedir à minha mãe, já que eram de plástico alguma coisa dizia que eles iriam me matar.

Comprei com meu dinheiro suado de assalariada meu primeiro par este ano, Melissa Joy preta Alexandre Herchcovitch da coleção Et Circenses. Sou apaixonada por oxford, queria unir essa nova visão de calçado e experimentar novamente uma Melissa. No primeiro uso ela já me matou, me calejou, me judiou mas continuei forte, insisti e ela logo parou de maltratar meu pézinho.

Jean Paul Gaultier estilista francês, designer de roupas para Madonna nos anos 90, promotor da moda kilts para os homens e que hoje assina uma linha de roupas para a gloriosa Hérmes, em uma parceria nos anos 80 já havia assinado seu nome neste lindo calçadinho para a Melissinha, que de horroroso nós vemos, tem tudo.

Melissa apostou novamente em Jean Paulo e dele tem assinado uma sandália homônima, Melissa Jean Paul Gaultier, também pertencente à coleção de minha Melissa Joy, Et Circenses. A sandália de tiras e nove centímetros de altura foi apresentada como carro chefe desta coleção nos pés de Dita Von Teese na capa Plastic Dreams número três, já anteriormente estrelada por ninguém menos que Kate Moss usando Vivienne Westwood e Agyness Deyn usando Ashanti da própria Melissa.

Toda coleção que se preze tem sua peça chave usada por uma celebridade, veiculada aos anúncios como tendência e vendida como certo com tudo, é o que você precisa ter. Unindo esses três quesitos, quem não se lembra de Gisele Bundchen desfilando suas Ipanemas ao som de “Slow Motion Bossa Nova”? , Sex Pistols usando Westwood nos anos 80, Daniela Cicarelli, embaixadora da calça levanta-bumbum Sawary, Wanessa (que agora não é mais Camargo) usando tendência fluor em um scarpin rosa choque nos banners da Planet Girls (que posteriormente virou tendência nos pés das celebs), e até Sabrina Satto lambuzando seus lábios de Snob da Mac que mesmo não sendo sua contratada, deu um pontapé para o batom também ser em nossa terra tupiniquim o mais absoluto dos últimos tempos?

Podemos não dar atenção às peças usadas como canapés nas coleções, até das usadas como acompanhamentos, mas as anunciadas, essas sim, elas tem que vender e isso nem Dita Von Teese ajudou.



Já em outubro de 2009 surgiram as primeiras fotos da Melissa Jean Paul Gaultier (ou simplesmente JPG) concorrendo como top da coleção com criações como Troupe de Alexandre Herchcovitch, mais três lançamentos de Westwood: uma fadada edição de Lady Dragon, a cafonésima Wing e outra cartela de cores de Three Straps Elevated. No fundo eu sabia, todas as consumidoras Melissa sabiam e os diretores criativos da marca sabiam também que essa coleção é de Jean Paul Gaultier, ou então era pra ser.

Uma sandália que custa trezentos reais, isso mesmo caro leitor, trezentos reais nos pés de Dita Von Teese no mínimo tem de despertar o desejo mais íntimo da consumidora Melissa e não digo somente da consumidora classe A-B, mas também da fanática proprietária de quase todos os lançamentos, edição limitada Alice no país das maravilhas, Pequeno Príncipe e centenas de outras raridades. Loja Melissa.com, Jelly e Melissa na Oscar Freire parcelam Jean Paul em até 5x sem juros em sua folha de cheque, cartão, crediário ou no diabo que lhe convir. O problema é que as pessoas não querem comprar.

A Elitização agressiva da sandália de plástico começou de cinco anos pra cá. Hoje não encontramos uma Melissa por menos de uma onça, nem mesmo a aranha que minha mãe diz não valer nem dez cruzados em sua época. Eu mesma paguei cem reais na minha Joy, não que o preço não valha a pena, o plástico dura, se encaixa bem no pé, não molha, tem um cheiro bom de fábrica mas quem nos tempos de hoje pode consentir os preços abusivos das tais sandálias?

Minha mãe disse que não entendo muito bem a lógica de mercado, ela diz que um preço alto normalmente é conseqüência do meio em que tal produto é produzido. A empresa tem de pagar o designer, tem de pagar as fôrmas, matéria-prima, os empregados, a fabricação, a embalagem, mas nada disso justifica trezentos reais sem ter swarovski por J. Maskrey*. Eu não tenho essa grana.

Leio centenas de blogs a respeito e nunca vi ninguém que tivesse tal modelo. Vi gente fazer teste drive, gente experimentando na loja, namorando no lounge Fashion Week, mas lendo uma resenha, a única convincente a respeito, só vi motivos para que ninguém em sã consciência comprasse isto.

No post da Tamy (foto ao lado da mesma) no Look Melissa ela ressalta o salto de nove centímetros fino demais, a fivela frágil que claramente estoura com uma pressão a mais no pé, a tinta do salto que facilmente arranha...

São esses os trezentos reais empregados em um produto que deveria ter qualidade acima dos demais? Eu respondo: Não e respondo também que Grendene S/A diante do fenômeno Melissa nos últimos anos e já treinada em praticar preços abusivos como 170 reais em Lady Dragon, 200 em Three Straps Elevated 240 em Wing dessa vez foi mais longe, quis ver até onde as adoradoras Melissa iriam, até quanto elas pagariam pelo que tal empresa lhes vendesse como objeto de desejo desta coleção e qual a repercussão disso. O problema é que minha péssima lógica de mercado enxergaria uma falha nesta malévola teia.

Os motivos descritos por mim pelo possível fracasso da sandália (por não ter se saído tão bem ou pelo diabo que quiserem chamar) se deve ao preço comentado, a questionável fabricação também já mencionada, a cartela de cores pancovo que mesmo para quem não se abateu pelo dinheiro ou qualidade, quis adquirir mas mesmo assim não foi convencido e por último, a péssima distribuição.


Para acabar de vez com meu chateamento ei de comentar o último tiro no pé da Grendene S/A, sua desorganização. Apesar de todo confete, língua-de-sogra, chapeuzinhos de papel nas fotos de divulgação de Jean Paul Gaultier lá em 2009, esta somente chegou nas lojas em junho de 2010 com a campanha Et circense vigente desde janeiro deste ano, ou seja, 6 meses de atraso.

Isso é claro foi jogada de marketing, todos sabemos há mili anos que o melhor sempre fica para o final, mas o que me leva a crer que o atraso foi na verdade um erro de programação foi um primeiro email recebido com a chegada da tal Melissa nas lojas, pouco mais de um mês recebi o segundo avisando sobre a nova coleção que eu, ligadíssima já sabia que estava rolando, e outro par de dias depois, me chega o terceiro e-mail com uma promoção da JPG (já?) com milhagens duplas e chaveirinho de brinde.

Creio eu que com um modelo de tamanho prestígio eles não possam baixar o preço assim tão de repente e o departamento de marketing esteja cuidando de outra maneira para atrair os olhares consumistas. Tudo bem, mas como podem perceber não sou eu que estou inventando, a empresa está realmente lançando um olhar desesperado para que este estoque se esgote rapidamente antes que como nos anos oitenta façam companhia ao All-Star que caminhava das prateleiras lustrosas do desejo direto para a pilha amarga da queima de estoque.

Melissa Jean Paul Gaultier, e aí, vai pagar quanto?


*Designer britânico que trabalha com cristais swarovski

14.1.10

Zero

Postado por •Nico |

"Um dia todos nós morreremos e quem poderá contar nossa história, senão nós? Aqui começa a minha de um ponto crucial, verídico, direto e do jeito que eu gostaria que todos soubessem porque somente de mim terá verdade e não qualquer uma, a minha, de quem conta, que confessa e se maravilha, ao contrário de qualquer um que um dia virá a escrever algo que Deus saberá que é mentira. Prefiro não correr esse risco, sei escrever, ler e me expressar, é a minha vida e isso um dia vai valer de alguma coisa.

Os fatos contados aqui datam de um ano atrás e contarão sempre com um ano de intervalo entre o que aconteceu até o que vivo hoje, que razoavelmente será contado no ano seguinte. Espero que eu tenha paciência de seguir adiante com essa nova perspectiva literária-virtual por essa semana, por esse mês e ano, quem sabe pra sempre, até que eu morra."
 

 ***

Taí a proposta do meu novo blog, untilyoudie.blogspot.com, um detalhe, só com permissão portanto (tamara.lorena@hotmail.com) quem quiser dar uma olhadinha manda um email ou me paga uma cerveja.

Besos

11.1.10

Meu dedo

Postado por •Nico |


Não caiu, mas sou muito rebelde na radiografia

7.1.10

Meu dedo

Postado por •Nico |


vai cair

16.12.09

Top 10 discos

Postado por •Nico |

Demorei, mas fiz!

Meu top 10 desse ano diferentemente do ano passado tem muito mais cds de 2008 e do ano corrente. Muitas banda legais ficaram de fora, mas top 10 só cabem dez e o lastfm ajudou a descobrir muitas bandas novas e boas, só tornando a escolha mais difícil, como resultado da boa peneirada que dei só ficou a FINÉSSI da minha pasta musical do meu computador que é um talento!

Have fun!

***



10º Black Mountain - In the future (2008)

In the future é o segundo disco do Black mountain e parece ser de outra época com "raízes fortemente fincadas nos anos 60 e 70". Essa foi uma das poucas bandas que não sabia MESMO o que esperar, nem sequer sabia que havia uma garota nela, mas depois de ouvir incontáveis vezes posso afirmar que In the future foi uma das melhores surpresas do ano.



9º Françoise Hardy - Le Premier Bonheur Du Jour (1963)

Françoise Hardy é chique, é francês, é agradável, é bonito de se ver, de se ouvir, de ler. Françoise Hardy é classudo em todos os sentidos, é música pra sexo, pra elevador, pra arrumar a mala, pro ônibus de manhã, é harmonia! Le Premier Bonheur Du Jour é o segundo disco de Hardy lançado em 1963 e me surpreendeu positivamente já que a única coisa que escutei de música francesa se resumia a uma música ininteligível que escutava quando criança com uma mulher latindo. FRANÇUÁ foi o pontapé inicial para o meu pequeno interesse no francês que sempre repudiei. Francês é blasé? que blasé que nada!



8 º Portishead – Third (2008)

Nunca tinha ouvido trip hop, menos ainda sabia do que se tratava e imaginava Portishead como The Chemical Brothers ou Prodigy. Third é um cd difícil de ser digerido e a primeira vez que o escutei confesso que estranhei tanta gente achar bom, mas gradativamente captei o algo mais do cd e embora eu já o tenha escutado várias vezes sempre me surpreendo com o fim súbito em Silence, sempre ouço linhas de guitarra em trechos que nunca tinha ouvido antes e é o cd onde sempre descubro algo diferente, todas as vezes.



7º Deadboy & The Elephantmen – We are night Sky (2005)

Não conheço Acid Bath, Agents of oblivion tampouco Dax Riggs e continuei não sabendo quem é o quê, mas a banda formada por Tessie Brunet nas baquetas e Dax Riggs nas cordas e vocal, Deadboy & The Elephantmen eu conheço bem.

Deadboy & The Elephantmen, com esse nome bizarro tem um quê de Nirvana e é quase um White Stripes. Dax Riggs faz seu papel de homem da banda como Jack Branco faz em sua banda das listras brancas, já Tessie Brunet se mantém bem afinada nas canções, assim, com outro quêzinho de The Magic Numbers quebrando a sujeira toda. Recomendo atenção especial às canções Evil Friend e Misadventures Of Dope. Classe A.



6º The Asteroids Galaxy Tour – Fruit (2009)

Somebody joined
Somebody drowned!

O Asteroids foi inesperado, peguei uma revista musical na balada do meu aniversário e eu que na época estava em uma onda Duffy automaticamente me interessei. The Asteroids Galaxy Tour é um duo dinamarquês formado por Mette Lindberg, Lars Iversen e uma banda de apoio para tocar ao vivo. Apesar de ter apenas um cd, Fruit, já começaram bem abrindo shows para Amyzita e Katy Perry além de uma de suas canções, Around the Bend, virar tema de um comercial do Ipod. Mette Lindberg dona de uma voz infantil e estridente caiu nas minhas graças e está nos favoritos. É divertido do começo ao fim, sem nenhuma música ao tom de choro de perdedor.



5º Estelle – Shine (2008)

Quando ouço Estelle me imagino entrando na dancefloor às 11 da noite e saindo às 8 da manhã e não seria uma má idéia se alguma balada fizesse um set especial da pretinha. Desde a 1ª vez que escutei Shine sabia que teria um lugar especial no meu top 10 anual e de fato teve. Shine é o segundo cd dela que conta com participações de Kanye West (American boy cês lembram né?), Will I.am e outros nomes poderosos. Atualmente ela está trabalhando no 3º álbum que tem previsão de lançamento para 2009 e o espero no top 10 do ano que vem. Estelle é muito molejo, galëre.



4º Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures (2009)

Bem óbvio que eles apareceriam por aqui. Depois de muita especulação a cerca desse projeto, TCV surgiu aos 45 do segundo tempo e entrou para a minha listinha do fim de ano. Uma banda composta por Dave Grohl, Jonh Paul Jones e Joshito soou como alguma coisa...(?) , aquela coisa que a gente acha que já ouviu antes em algum lugar, mas que não sabe o que é nem nunca ouviu daquele jeito antes, minhas congratulações para eles que fizeram um bom álbum e já chegaram MANDANDO VER por essas bandas.




3º Black Drawing Chalks - Life is a big holiday for us (2008)

Try to you make yourself completly duuuumb!

Black Drawing Chalks, banda goiana e a única banda brazuca da lista é divertida, dançante, talentosa e tem integrantes acessíveis e simpaticíssimos. Fizeram um show outro dia com Chuck do Forgotten boys executando uma de suas músicas, um tema do MQN maaas faltou um play no queens que confesso, esperava ansiosamente. Semelhança visual com Kings of Leon,“primos tupiniquins e mais a vontade do queens”apadrinhados por Chuck e com ilustrações realmente boas estampando seus trabalhos (que os próprios integrantes fazem no estúdio em que trabalham). Fica um repete one para My favorite way e um especialíssimo para aquele broto ali em Finding Another Road. Eu vou falar mais o quê, minha gente? TIETEI.



2º Kyuss - Welcome to Sky Valley (1994)

O Kyuss eu vou te contar, te contar mesmo.

“Seu tracklisting consiste de 3 suites de 15 minutos, contendo cada uma umas 3 músicas completas.”
No começo pensei que se tratasse de um engano e aliás, todos que escutaram Welcome to Sky Valley perguntaram se o meu cd estava com esse mesmo “defeito” (defeito esse que já tinha visto no Pink Floyd). Welcome to Sky Valley já não conta com Nick Olivieri em sua produção nem Brant Bjork que saiu no fim da turnê para integrar o Fu Manchu. Kyuss tão dançante em Odyssey, tão divertido em Lick Doo, tão intenso... Dizem que esse cd é o da morte do Kyuss, que morte abençoada, hã, minha faixa preferida fica com Space Cadet. Sem comentários adicionais.



1º lugar Elliott Smith– Either/Or (1997) - From a Basement on the Hill (2004)

Elliott foi o artista do ano, do meu ano. Elliott surgiu em uma época que eu estava com o humor bem defasado e pouquíssimo interesse social, o que colaborou totalmente com o clima de suas composições.


Meu primeiro lugar é um primeiro lugar duplo porque não posso falar de Elliott Smith falando de um só cd porque seria como aquela mãe que tem que escolher dentre seus filhos, o preferido, o que além de ser ética e moralmente incorreto é feio. Either/or é o terceiro álbum de Elliott e o segundo que ouvi, e From a Basement on the Hill foi o sexto disco, lançado postumamente sua morte e o primeiro que ouvi. Pois bem, Elliott Smith conta com uma semelhança incrível com Nick Drake que não dá pra negar, nas composições, no multi-instrumentismo, nas circunstâncias de suas mortes, Nick com Pink Moon e Elliott com New Moon além de uma porção de outras coisas. Voltando ao Elliott, um disco quando é bom é bom em qualquer situação, mas o compositor e cantor Elliott Smith que apareceu na hora certa para os meus ouvidos não ganhou seu prêmio na cerimônia do Oscar em 1997, mas ganhou o primeiro lugar no meu top 10.

26.11.09

Novidadix

Postado por •Nico |

Lá vem os top 10 mais aguardados do ano, oS? Isso mesmo, esse ano são DOIS, se preparem coleguinhas!

20.11.09

Conjunção afetiva

Postado por •Nico |

Devo ter nascido com algumas idéias fixas de que vestido de noiva é coisa que nunca vai me servir, nunca haverá aliança pequena o suficiente pro meu dedo ou paciência pra aturar alguém. Vi o filme da Coco e me vi nela como quem nunca se casa, no Elliott Smith como quem nunca se interessa e como eu mesma que nunca ligo pra porra nenhuma.

Não há metade pra completar. Não há complemento para o que se é defeituoso, às vezes a gente pode olhar, fechar um olho, mirar e esconder uma anormalidade, rola umas de anomalias semelhantes aparecerem mas ninguém é tão defeituoso como você, ninguém terá essa metade, uma anomalia igual para completar, uma queimadura que apareça em outra pessoa pra juntar à sua, isso não existe, sua queimadura é inteira, ela é você e você está completo. Você nasce completo, morre completo, a diferença é que o mundo todo tá pela metade e querem que você acredite nisso. Eles dizem que está sozinho mas nisso francamente não acredito, tô comigo mesma e sozinha de verdade eu estou quando há alguém por perto, pra interromper meus pensamentos e perder meu tempo. Precisar de outro pra se completar? isso eu chamo de vazio.

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